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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Dinheiro & Consciência - Parte I

Quando falamos de Dinheiro & Consciência, as pessoas esperam desde logo uma solução para a crise económica que vivemos, como se a resolução da crise fosse um mero aspecto matemático/financeiro. Na verdade, esse tem sido o nosso problema, passamos tudo a matemáticas. E quase tudo o que se fala sobre economia, incluindo os prémios nobel, é sobre grandes teorias matemáticas, grandes equações, grandes propósitos. Predizem como se vão comportar as pessoas, os consumidores… como se de máquinas se tratassem. 

Não há saida da crise económica e finaceira, se só falarmos disso! Desde logo porque não estamos em uma crise financeira! A humanidade vive uma crise ética, moral, de Valores! Uma crise de sentido da existência.

Separamos a economia da vida quotidiana, fundamentalmente porque as pessoas pensam que economia é uma coisa muito complicada.  E assim, foram-se afastando da vida económia (da sua própria…), e com isso temos deixado as nossas decisões diárias nas mãos de outros. Este é um dos problemas!... Que esperamos? Um Salvador? Não há líderes politicos ou sequer intelectuais, o que significa que cabe á sociedade civil tomar decisões. Não podemos ficar á espera que outros façam a mudança que todos deveríamos fazer, em nós em primeiro lugar. Temos uma grande capacidade de decisão, e não a estamos a usar.
Na verdade, a complicação vem da forma como nos apresentaram economia até agora. E não nos damos conta que economia, no fundo, é falar de seres humanos, falar da vida e do que nos relaciona. O dinheiro nasceu nos templos, porque se considerava que era algo sagrado. Porque se considerava que a relação entre os seres humanos era uma coisa sagrada. E isso, perdemos de vista, porque a materializamos. Precisamos de recuperar esta visão transcendente da existência.
Para tomar decisões precisa de ver a economia, o dinheiro como um reflexo de si e não como uma coisa á parte do ser humano. Depois, à que ter uma visão global da situação no mundo.


Há 20 anos que falamos de globalização. Mas só pensamos em globalizar um tipo de comércio, um tipo de econonomia... Mas agora é hora de Globalizar a consciência!
Temos de pensar no mundo como um todo, a humanidade, a sociedade como um organismo vivo, do qual cada um de nós é! parte, como se fossemos uma de suas células. Não é uma filosofia bonita, um romanticismo, não é uma teoria New age, é uma REALIDADE! A terra é um ser vivo, e nós somos a sua parte consciente.

A diferença entre um mecanismo e um organismo, é que o primeiro, o todo é a soma das partes, e num organismo não. Num organismo, cada parte está relacionada com o todo. Cada parte é o reflexo do todo. O que faz cada uma das células influência o todo. E cada célula, necessita da totalidade para sobreviver. Isto, perdemos de vista quando falamos de economia. Separamos os ideias e as vivências do processo económico. E assim, nos afundamos cada vez mais…

Não sairemos desta crise e muitas outras se não tivermos esta visão global. Somos um organismo global, um organismo vivo, com o mistério da consciência individual. Temos consciência Individual? Somos seres individuais, mas não podemos perder de vista o todo. Como é que sendo um ser com a capacidade de ser livre, me relaciono com os outros?

No último século desenvolvemos uma capacidade ciêntifica e tecnológica que a todos surpreende, quer dizer, todos os dias aparecem coisas que advém da sabedoria, da capacidade do ser humano. Mas a quem serve a ciência e a técnica?
Vimos assistindo á deteoração do planeta, uma terra doente, enquando ser vivo que é, perante uma sitiuação (mal chamada, porque mudança climática é dizer que está mais calor, está mais frio… ) a que chamam de mudânça climática… Não!, a situação é mais grave. A Terra está doente, e como seres vivos que fazemos parte dela, então Nós Estamos Doentes! E, pior, não nos damos conta!

A pergunta é: Como é possivel que com tanto conhecimento ciêntifico e técnico, chegamos a esta situação? O que estamos fazendo mal? O que é que não entendemos? O que nos falta para completar este desenvolvimento técnico e ciêntifico para que realmente possamos falar de um progresso na humanidade?
Que parte de responsabilidade tem cada um de nós, que isto siga desta forma? O que poderíamos fazer nós para que isto começasse a mudar?

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